20 maio 2013

The time has come.

Foto tirada em dezembro de 2011, pesava cerca de 75kg. Não tenho nenhuma foto recente de corpo todo.

Eu queria falar sobre isso há muito tempo, só que nunca encontrava coragem. Eu não sei se vocês percebem mas, sempre que posto fotos minha, nunca é de corpo todo. A razão disso é porque eu tenho vergonha. Eu acho que esse post vai ficar um pouco grande porque eu não quero resumir a história e fazer disso mais um auto ajuda da vida, queria desabafar com vocês, já que foi pra isso que criei esse meu canto.

Em 2001, meu papai ficou doente (entro em detalhes depois, não quero falar sobre isso no momento) e em 2003 ele faleceu. Eu era muito apegada com ele, vivia grudada. Sei que ele me amava demais e era também super grudado comigo. Depois que ele se foi, eu entrei em depressão - como era de se esperar - mas, ao invés de perder a fome, eu ganhei. Uma amiga psicóloga me disse que quando começamos a comer demais é pra dar a sensação de que estamos completos, para cobrir o vazio que fica depois que perdemos alguém. E foi isso que eu fiz. Eu comia sempre, comia para me sentir completa e dar a impressão de que não tinha perdido uma das pessoas mais importantes da minha vida. Como resultado disso, eu engordei demais, lógico.

Aos 10 anos, eu já pesava 100kg. E foi só quando eu já estava com 12/13 anos que mamãe se deu conta do quanto eu havia engordado. A partir daí eu comecei a fazer dietas, exercícios, de tudo para emagrecer. Não vou mentir nem ser hipócrita, deu certo. Até certo ponto. Deu certo até o momento em que mamãe ainda colocava minhas refeições e podia controlar o que eu comia ou não. Mas depois que eu cresci e comecei a me virar sozinha, tudo foi por água abaixo. Não voltei a engordar mas também não continuei emagrecendo, eu simplesmente parei.

Cheguei a perder mais de 20kg em menos de 1 ano e, até um tempo atrás, meu peso sempre ficava variando de 74 à 78. Até ai, tudo bem, porque eu não me importava. Comecei a me importar depois que minhas amigas começaram a arrumar namorados, sair e comprar roupas sem ser em lojas especiais. Comecei a me importar depois que eu me apaixonei. Mas, por incrível que pareça, nenhum desses motivos foi o suficiente para me dar a tão desejada força de vontade.

Foi só no sábado (11/05) que me dei conta do quanto eu precisava mudar. Primeiro porque eu me pesei e já estou com 80kg* e segundo porque já fazem anos que eu não tenho vontade de comprar roupas, sair de casa, fazer novas amizades, me cuidar... Me olhar no espelho. Foi quando eu comecei a perceber que odeio o que vejo no espelho todos os dias que me dei conta do quanto me deixei levar. Eu sei que deveria ter feito isso antes ou ter acordado antes. Mas a gente só aprende quando leva na cara.

E por esse motivo, quero dizer à vocês, meus queridos leitores, que no dia 20 de Junho (1 mês exato a partir de hoje) será a estréia da tag: Perdendo com a Dinha, onde eu vou mostrar à vocês o resumo da dieta, um breve texto de como foi o mês com a dieta e os exercícios, quantos quilos eu perdi e tudo mais que se fizer importante.

E se você leu até aqui, espero que me acompanhe de onde estiver e que eu tenha te inspirado, nem que seja só um pouquinho, para fazer a mudança também se tiver o mesmo problema que eu. Assim como eu me senti muito inspirada pela Dry (para entender, leia esse post). Muito obrigada Dry, por ter desabafado e ter me feito dar conta do quanto eu preciso mudar e também quero agradecer à Lu que tem me inspirado bastante com sua dieta e com o blog Luizando no Espelho onde ela conta o dia a dia dela no emagrecimento.

* Só pra não dar a impressão que eu to exagerando, eu tenho 1,60m de altura, meu peso ideal é entre 54 e 61kg. Meu índice de massa corporal (se quiser calcular o seu, clique aqui) é 31,2 - Obesidade Nível 1.

Enfim, obrigada pelo carinho, atenção e paciência. Nos vemos no próximo post.

18 maio 2013

As vantagens de ser invisível (Stephen Chbosky)

Eu olhei pra essa tela por um bom tempo antes de começar a escrever alguma coisa. Primeiro, eu quero dizer que, finalmente, está aqui a minha primeira resenha. Segundo, eu sabia que só conseguiria escrever uma quando encontrasse um livro que me fizesse ter a vontade de falar sobre ele. Em geral, não sou uma pessoa que gosta de comentar muito sobre o que lê, mas sempre tem aquele. E esse foi o que me deu vontade de comentar, apesar de não conseguir encontrar palavras que expressem o que eu senti ao terminar esse livro.

"Mais íntimas do que um diário, as cartas de Charlie são estranhas e únicas, hilárias e devastadoras. Não se sabe onde ele mora. Não se sabe para quem ele escreve. Tudo o que se conhece é o mundo que ele compartilha com o leitor. Estar encurralado entre o desejo de viver sua vida e fugir dela o coloca num novo caminho através de um território inexplorado. Um mundo de primeiros encontros amorosos, dramas familiares e novos amigos. Um mundo de sexo drogas e rock n' roll, quando o que todo mundo quer é aquela música certa que provoca o impulso perfeito para se sentir infinito."

As vantagens de ser invisível foi o único livro (até o momento) que me fez sentir como se fosse escrito pra mim. A cada vez que lia "Querido amigo", imaginava que o amigo era eu. No começo, quando passei a conhecer Charlie, não consegui me conectar muito com ele, cheguei a pensar que seria apenas mais um livro com apenas mais personagens. E é a primeira vez que fui extremamente enganada.
- Charlie, a gente aceita o amor que acha que merece. (pág. 35)
Logo no começo, fui apresentada a Charlie e a sua monótona vida. Ele é o tipo de garoto que não tem amigos, seu sábado a noite é em casa com a família e nunca teve uma namorada. Após encontrar Patrick e Sam, ele começa a viver e conhecer sobre a vida. Vai a sua primeira festa, aprende tudo sobre primeiros encontros, sexo, bebidas e drogas. Aprende a se enturmar.

Chegando a metade do livro, comecei a me imaginar na pele de Charlie. Às vezes na pele de Sam, de Patrick e até na de Brad. Me emocionei, ri, até cheguei a ficar um pouco tonta. O que mais me deixou boquiaberta foi a inocência e sinceridade de Charlie. Com 16 anos, ele se comportava como uma criança. Sempre aceitando tudo, dizendo sim para qualquer coisa que pedissem a ele e nunca fazendo nada, nunca participando. Talvez seja por isso que me senti na pele de Charlie momentos depois e não mais na do amigo. Eu nunca fui o tipo de pessoa que faz as coisas, que se coloca em primeiro lugar, que diz não.

Após terminar de ler, senti que precisava sair. Que precisava falar aquilo que achava, fazer o que me dava vontade e dizer não quando eu realmente não quisesse fazer algo. Eu quis achar a música perfeita, quis andar de picape. Eu quis me sentir infinita.
(...) Depois que a música terminou, eu disse uma coisa: "Eu me sinto infinito". (pág. 43)
Uma coisa que me incomodou um pouco é que, ao chegar mais pro final, parece que o autor não sabia mais como terminar as cartas. Melhor, não sabia quando terminar as cartas. Comecei a sentir que as datas que separavam eram apenas capítulos, tanto que parei de reparar nelas. Mas como isso não afetou a estória, eu relevei. E uma coisa que me incomodou, ao mesmo tempo que me fez relacionar ainda mais com Charlie, é que ele era muito chorão. Quando eu digo muito, é bem do tipo exagerado. Acho que a cada duas cartas eu lia "comecei a chorar". Mas até agora não consegui decidir se isso era bom ou ruim. Enfim, a estória de Charlie e suas cartas me comoveram de uma tal forma que não esperei ser possível. É, definitivamente, uma leitura recomendada e favoritada! Ah, li o livro todo no mesmo dia ♥


Bom, não me matem. Eu sei que demorei para cumprir minha promessa de que escreveria uma resenha mas antes tarde do que nunca, certo? Espero que tenham gostado e que eu consiga fazer resenhas dos próximos livros. Por favor, me digam o que acharam de coração. Sei que tá faltando as especificações do livro, mas preferi não colocar. Não consegui achar um lugar onde colocar isso, então preferi deixar pra lá.

Quem quiser me acompanhar no skoob é só clicar aqui! :3

Beijão e obrigada por tudo, cupcakes ♥

16 maio 2013

E a segunda vez é ainda melhor!


Não sei se vocês lembram, mas eu ganhei meu primeiro sorteio no blog da Dry (veja o post aqui) e depois disso nunca mais parei de acreditar na minha sorte. Eu já participava de sorteios antes mas depois que ganhei, passei a participar mais ainda! E, é com muita felicidade, que mostro pra vocês o segundo sorteio que ganhei! O livro Alma? ta sendo muito comentado pelos blogs literários e eu fiquei bem curiosa pelo livro. Geralmente, depois dos comentários, vem os sorteios em tudo quanto é blog, né? Claro que não perdi tempo e fui participar de todos que consegui achar. Um deles foi no blog Adoro Romances de Aracaju (que é lindo e a blogueira mais linda ainda! ♥) onde eu fui a grande sorteada depois de oito sorteios! Sim, foi destinado pra mim *-* hahahaha Chega de falar, vamos ver o livro? :)

endereço apagado :P

foi enviado diretamente da editora ♥

to in love nessa capa *-*


as folhas são amareladas, o espaçamento e a fonte são ótimas! e os detalhes são muito amor ♥


Ainda não li o livro mas pretendo ler logo! Quem quiser ver sobre o que se trata, leia a resenha dele no Adoro Romances de Aracaju ♥ A Faby disse que é muito bom! *-*

Alguém já leu? O que achou do livro? :)

Beijão, desculpem o sumiço durante a semana e obrigada por tudo ♥